Concurso Professor Bahia 2015

By | 28 de outubro de 2013

Atualização 18/10/2014: A conjuntura política do governo da Bahia não mudou (o PT continuará por mais quatro anos no poder) e também não mudará a necessidade de novo concurso para o magistério do Estado.  Apesar de em 2013 terem sido publicados dois editais para o magistério estadual, com oferta significativa de 2,6 mil vagas pelo REDA, sabemos que REDA não é servidor efetivo. Por isso que 2015 promete mais do que possamos imaginar.

A possibilidade de ser dada a largada em 2014 é muito remota, não apenas por ser um ano de eleições, mas por conta da chegada do final do ano e da necessidade de serem finalizadas todas as demandas que o Estado assumiu, principalmente as orçamentárias (que são decididas no ano anterior). Ou seja, é improvável que justamente no ano da troca de governo do Estado alguma coisa de nova aconteça nesse sentido.

Veja algumas informações importantes a seguir.

O último concurso público para professor a rede estadual de ensino baiana foi realizado, como sabemos, em 2010. A aplicação das provas objetivas e discursivas ocorreu em janeiro de 2011, formuladas pela banca do Cespe/UnB.  A oferta foi de 3,2 mil vagas, oferecidas por Diretoria Regional de Educação (Direc), polo e disciplina pelos quais o candidato optou no ato da inscrição. Osvaldo Barreto, secretário da Pasta, disse na época que “as vagas do concurso [seriam] preenchidas conforme as regras estabelecidas em edital, levando em consideração os polos regionais e disciplinas, a partir de junho deste ano [no caso, 2011]”. O Secretário da Administração, Manoel Vitório, informou por sua vez, “que o efetivo a ser convocado [iria] considerar a substituição dos contratos Reda”: “Realizamos este concurso a partir de amplo levantamento de necessidades na rede da Educação e a diretriz é substituir os contratos Reda existentes”, comentou.

A nossa esperança por um novo concurso provavelmente em 2015 tem pelo menos duas razões: a primeira é que o concurso passado deu seu último fôlego de validade: foi prorrogado em 28/05/2012, por mais 12. Assim, ele expirou em 28 de maio de 2013 (oficialmente em junho do mesmo ano). Abrindo um parêntesis aqui, é preciso lembrar que o processo seletivo para o REDA aberto em agosto de 2013 servirá para suprir temporariamente o quadro, que está deficitário, até que a SEC elabore as estratégias adequadas para a realização de um novo concurso, sendo a principal delas o levantamento das reais carências de efetivo no Estado. Se um REDA normalmente dura dois anos, o resultado é que em 2015 muitos desses servidores deixarão o serviço (a não ser que seja prorrogada a contratação).

A categoria provisória de Professor substituto (os chamados PSTs) historicamente não dá conta das demandas do Estado, na educação. Muitos PSTs não são sequer “estimulados” a trabalhar nas escolas por razões financeiras: geralmente, o Estado não realiza os pagamentos em dia, o que dificulta muito a logística de muitos substitutos, que ainda estão enfrentando as aulas da graduação e acabam desgastados.

Por outro lado, dirigentes de escolas e mesmo professores efetivos também alegam a relativa falta de qualidade na formação de muitos PSTs que acabam sendo encaminhados para as unidades escolares. Muitos deles são oriundos de formações à distâncias (famosas graduações EAD) e de instituições privadas ou públicas que estão deixando a desejar no que se refira à bagagem intelectual necessária para enfrentar as salas de aulas. Sem falar que um trabalho prestado por um substituto é, por si mesmo, descontínuo – existe a necessidade de se “reinventar a roda” a cada troca de professor e, no final, quem perde é o aluno.

A segunda razão é justamente o que o então secretário da Educação, Osvaldo Barreto, disse um dia (no ano de 2011), quando estava participando do 4º Fórum da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime): para ele, segundo a imprensa, “a baixa atratividade da carreira docente [havia causado] a falta de professores no último concurso do Estado. Segundo [Barreto], das 13 áreas em que se queria contratar docentes, 7 não tiveram nenhum aprovado em alguns municípios.

Ora, se dos 45 mil inscritos, apenas 5.003 conseguiram atingir a nota mínima, que significa estar habilitado a ser convocado seguindo a ordem de classificação, logo, se pode concluir que a demanda por docentes no Estado continuou existindo de lá para cá, embora o governo tivesse garantido que aproveitaria todos os 5.003 habilitados. Se bem que, os dados apontavam que em alguns municípios não houve habilitados para convocar e foi preciso o governo dividir o Estado em subáreas de até três cidades, pois “das 135 regiões formadas,
a maioria não tem aprovado em pelo menos 5 das disciplinas básicas da Educação. Muitas não tiveram habilitado em sete áreas”, disse o secretário, lamentando a falta de docentes para lecionar biologia, química, física e matemática.

À época o secretário explicou a razão desse volume inesperado de reprovações: segundo ele, isso era “reflexo do ‘fundo do poço’ a que a carreira do professor chegou. Os jovens não querem ser professores, então quando a gente fala em valorização da carreira, é isso também e não só o salário, a gente vai ter que lidar cada vez mais com este problema”.

Em parte isso é a mais pura verdade. Existe uma desvalorização nacional do magistério, por mais relevante para a sociedade que seja a profissão de professor. O próprio concurso de 2010 era exemplo claro da incapacidade do Estado de pagar bem a um professor, pois oferecia salário base de R$ 654,32, mais 31,18% de gratificação de estímulo à atividade classe, totalizando a remuneração de R$ 858,34, para um professor de 20 horas semanais. Por mais que saibamos que, à medida que o docente vá acumulando tempo de serviço e se qualificando tenda a ter certo grau de reconhecimento na carreira, ainda assim, não é esta a valorização que os professores querem ter.

Outro motivo pode estar no fato de que, para se obter um número tão considerável de reprovados, foi grande a falta de preparação elementar dos candidatos, ou de boa parte desses 45 mil inscritos. É provável que muito licenciado tenha participado sem estudar coisa alguma (confiando na sua “bagagem”), e que muito treineiro graduando nas licenciaturas também tenha feito isso.

As pessoas poderiam até pensar que outro motivo tenha sido a organizadora Cespe/UnB, já nacionalmente conhecida por seu estilo às vezes duríssimo de pontuar as provas (um ponto positivo para questões certas, um ponto negativo para as erradas e zero ponto para as não marcadas ou
marcadas duplamente). Mas este não foi o caso dessa prova do magistério baiano, que simplesmente fez o que tradicionalmente já fazem outras bancas:

“A nota em cada questão das provas objetivas, feita com base nas marcações na folha de respostas, será igual a: 1,00 ponto caso a resposta do candidato esteja em concordância com o gabarito oficial definitivo da prova; 0,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em discordância com o gabarito oficial definitivo da prova; ou não haja marcação ou haja mais de uma marcação”.(EDITAL SEC 2010, item 11.1.1).

Agora é com você, professor. Caso tenha disponibilidade, pense em adiantar seus estudos, pois o certame irá acontecer em breve.

Apostilas para concursos da educação

Apostilas da seleção REDA Professor Bahia

One thought on “Concurso Professor Bahia 2015

  1. Fernando Gomide

    O problema é que a cespe colocou três questões abertas, cada uma valendo 10 pontos, e vc seria eliminado caso tivesse nota menor que 15 pontos. Eu tive nota, na prova de multipla escolha, entre as 30 melhores, porém a cespe me eliminou por causa dessas três questões. Imagina eu como professor passar uma prova de três questões e somente com essas três questões avaliar se o aluno é apto ou não!! Absurdo!

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